Wednesday, September 29, 2004

Los cronopios vs el sistema

Esse é o nome do evento em homenagem a Julio Cortázar no consulado argentino. Foi muito bom encontrar vários cronópios. Se tinha algum fama lá, estava disfarçado de cronópio. Sim, os famas sabem parecer outros, mas não por diversão, e sim por motivos importantíssimos e com um profissionalismo impecável; com fins práticos e necessários justificando os meios eficientes e eficazes. Ah, não! Tinha um fama sim... Mas coitado, era nitidamente um fama, parecia entediado, mas soube manter-se solene e seguir o seu protocolo.

Os debates e as palestras foram legais, as charlas também, o Axolotl foi engraçado (não imaginava assim), a violinista envergonhada e solitária, ou com Bach, foi legal, o duo, ela e outro violinista, a dois, ou a trois com Bartok, isso sim foi fantástico. E as milongas de Gardel, Cortázar e Piazzola.

Ah! Esquici do filme... La intimidad de los parques de Antín, baseado nos contos El ídolo de las cícladas e La continuidad de los parques, ambos do Cortázar. Foi outra coisa. Sem fidelidade. Trocar o Egeo, Grécia, Creta por Machu Pichu, a Grécia latino-americana, foi bem sacado; o minotauro pelo ¡venga toro!, também. Mas o filme não nocauteia como um conto. É lento, lânguido, e alterou coisas fundamentais como as tetas de Therèse (Teresa segundo o filme). As tetas de Teresa (eu prefiro seios, mas tetas de Teresa soa melhor do que seios de Teresa) estavam perfeitamente colocadas no conto. Apareciam descobertas na hora certa e se cobriam na hora certa e da forma certa e com a analogia certa: compare Therèse cobrindo os seios com a estátua em questão. Quase o mesmo gesto. Sem falar que no conto, Therèse aparece tanto quando a estátua. No filme, Teresa é uma Capitu devassa, devassada, que todo mundo sabe que traiu Bentinho (ou Hector, no filme, ou Morand no conto).


0 Comments:

Post a Comment

<< Home